Por que a Missa? Do culto de Israel à cruz de Jesus
Depois do pecado, o homem esqueceu o Deus verdadeiro e passou a adorar ídolos. Deus escolheu Israel e ensinou como quer ser adorado. Tudo preparava Jesus na cruz. A Missa torna presente esse único sacrifício até que Ele volte.
1. O homem esqueceu Deus
Quem deixa de adorar o Deus verdadeiro não para de adorar: troca Deus por ídolos — de pedra ontem, de poder e dinheiro hoje. A Bíblia diz que por trás dos cultos pagãos estão demônios (Dt 32,17; 1Cor 10,20).
Por isso a Igreja respeita as pessoas, mas não diz que «todas as religiões são iguais». Há um caminho verdadeiro: Jesus Cristo.
2. Deus ensina como quer ser adorado
Em Israel, Deus manda o Templo, o sacerdócio, o altar e o cordeiro. O culto verdadeiro não é «o que eu sinto»; é o que Deus pediu. O bezerro de ouro mostra o perigo de inventar um culto «do nosso jeito».
Tudo aquilo era preparação: ensinar a linguagem do sacrifício para reconhecer a cruz.
3. O Cordeiro que realmente salva
Sangue de animais não bastava (Hb 10,4). João aponta Jesus: «Eis o Cordeiro de Deus» (Jo 1,29). O valor da cruz é infinito porque quem se oferece é Deus feito homem.
4. A Missa não repete a cruz — torna a cruz presente
Na Ceia, Jesus diz: «isto é o meu corpo… este cálice é a Nova Aliança no meu sangue» e manda: «fazei isto em memória de mim». A Missa é o mesmo sacrifício da cruz, de outro modo: sem derramar sangue de novo.
5. Os quatro cálices e o Getsêmani
A Páscoa judaica tem quatro cálices. Jesus institui a Eucaristia no terceiro. No Horto pede: «passe de mim este cálice» — e se submete: «não a minha vontade, mas a tua» (Mt 26,39).
Na cruz diz «Tenho sede» e «Está consumado» (Jo 19,28-30). O quarto cálice se completa no Calvário. A Missa nos coloca dentro desse mistério.
6. O que fazer
A pergunta é simples: onde está hoje esse sacrifício? Na Missa católica. O próximo passo é ir no domingo.