Por que rezamos pelos mortos? Macabeus e o Purgatório
Rezar pelos mortos não é «invenção medieval». Está na Bíblia, na prática dos primeiros cristãos e no amor que não abandona quem morreu na graça de Deus, mas ainda precisa de purificação.
1. O texto dos Macabeus
Em 2Macabeus 12, Judas faz coleta e manda oferecer sacrifício pelos mortos, «para que fossem libertados do pecado». A Escritura louva esse gesto como santo e piedoso.
Se os mortos já estivessem todos no Céu ou todos perdidos, rezar não faria sentido. Há um estado intermediário de purificação.
2. Paulo e o fogo que salva
1Cor 3,15: alguém pode salvar-se «como que através do fogo». Não é o inferno (de onde não se sai), nem a glória plena ainda.
A Igreja chama Purgatório a essa purificação final de quem morre em amizade com Deus, mas com restos de apego ao pecado.
3. A Tradição e a Missa
Desde as catacumbas os cristãos pedem oração pelos defuntos. Na Missa há memento dos mortos. Oferecemos o sacrifício de Cristo por eles.
Isso é caridade: os que partiram precisam de nós, e nós precisamos lembrar que a morte não corta a comunhão dos santos.
4. O que fazer na prática
Reze pelos seus mortos. Encomende Missas. Ganhe indulgências. Evite tanto o desespero («já era») quanto a presunção («todo mundo vai direto pro Céu»).
E viva de modo a precisar de menos purificação: confesse-se, ame, perdoe.