A Páscoa: do cordeiro do Egito a Jesus na cruz
A Páscoa de Israel não é só história bonita: é o mapa da salvação. Cordeiro sem defeito, sangue nas portas, libertação da escravidão. Tudo isso se cumpre em Cristo.
1. O que Deus mandou no Egito
Cada família imola um cordeiro, põe o sangue na porta e come a carne em haste (Êx 12). O anjo destruidor «passa adiante» onde vê o sangue.
Sem o cordeiro, não há libertação. Deus salva por um sacrifício que Ele mesmo mandou.
2. Jesus, o Cordeiro de verdade
João Batista: «Eis o Cordeiro de Deus» (Jo 1,29). Paulo: «Cristo, nossa Páscoa, foi imolado» (1Cor 5,7). Na cruz, no horário dos cordeiros do Templo, a figura se cumpre.
Nenhum osso quebrado (Jo 19,36) ecoa o ritual do cordeiro pascal. Os detalhes não são coincidência.
3. Comer o Cordeiro: a Eucaristia
No Egito não bastava olhar o sangue: era preciso comer o cordeiro. Jesus diz: «se não comerdes a carne do Filho do Homem… não tereis a vida» (Jo 6,53).
A Comunhão não é símbolo vazio: é participar do Cordeiro pascal.
4. Viver a Páscoa
Deus nos tira da escravidão do pecado como tirou Israel do Egito. A Missa é a Páscoa de Cristo tornada presente.
Sair da Missa é caminhar como povo livre: rumo à Terra Prometida, que é a vida eterna.