Antigo Testamento
Antigo Testamento9 min de leituraTom orante

A Páscoa: do cordeiro do Egito a Jesus na cruz

A Páscoa de Israel não é só história bonita: é o mapa da salvação. Cordeiro sem defeito, sangue nas portas, libertação da escravidão. Tudo isso se cumpre em Cristo.

1. O que Deus mandou no Egito

Cada família imola um cordeiro, põe o sangue na porta e come a carne em haste (Êx 12). O anjo destruidor «passa adiante» onde vê o sangue.

Sem o cordeiro, não há libertação. Deus salva por um sacrifício que Ele mesmo mandou.

2. Jesus, o Cordeiro de verdade

João Batista: «Eis o Cordeiro de Deus» (Jo 1,29). Paulo: «Cristo, nossa Páscoa, foi imolado» (1Cor 5,7). Na cruz, no horário dos cordeiros do Templo, a figura se cumpre.

Nenhum osso quebrado (Jo 19,36) ecoa o ritual do cordeiro pascal. Os detalhes não são coincidência.

3. Comer o Cordeiro: a Eucaristia

No Egito não bastava olhar o sangue: era preciso comer o cordeiro. Jesus diz: «se não comerdes a carne do Filho do Homem… não tereis a vida» (Jo 6,53).

A Comunhão não é símbolo vazio: é participar do Cordeiro pascal.

4. Viver a Páscoa

Deus nos tira da escravidão do pecado como tirou Israel do Egito. A Missa é a Páscoa de Cristo tornada presente.

Sair da Missa é caminhar como povo livre: rumo à Terra Prometida, que é a vida eterna.

Referências e Fontes

  1. Êxodo 12; João 1,29; 1Cor 5,7Cordeiro pascal
  2. João 6Comer a carne do Filho do Homem