Era 5 · Séc. XX — XXI
Mundo Contemporâneo
Vaticano II, relativismo e o católico de hoje
Vaticano II lido em continuidade (Bento XVI, 2005). A «ditadura do relativismo» e a resposta de quem confessa que a Verdade tem um nome. E o convite final ao católico não-praticante: voltar à Missa, não amanhã — domingo.
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Vaticano II em continuidade: hermenêutica da reforma, não da ruptura
Bento XVI definiu em 2005 a interpretação correta do Vaticano II: «hermenêutica da reforma na continuidade». A Igreja que saiu do Concílio é a mesma de Trento, Niceia e dos Apóstolos. O «espírito do Concílio» que prometia ruptura contradiz os próprios textos conciliares.
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As portas do inferno não prevaleceram: refutação do cisma tradicionalista, do sedevacantismo e da FSSPX
Sedevacantistas e cismáticos acusam o Vaticano II de romper com a Tradição. No fundo, cometem um erro elementar: confundem a Sagrada Tradição — o depósito imutável da fé — com as tradições disciplinares que a Igreja sempre modificou pela autoridade do papa. Desfeita a confusão, cai a acusação. A Igreja é indefectível: o magistério universal não pode romper com a fé sem tornar falsa a promessa de Cristo em Mt 16,18. A FSSPX contradiz-se a cada sacramento; o sedevacantismo decapita-se a si mesmo.
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A ditadura do relativismo: quando a verdade é proibida
«Toda verdade é relativa» é uma afirmação que se destrói a si mesma. O relativismo é incoerente, impraticável e, por paradoxo, intolerante. A resposta cristã não é fundamentalismo: é a confiança de que a Verdade tem nome — e que esse nome é Cristo.
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O católico nominal: o caminho de volta é mais curto do que parece
Batizado, crismado, distante. Há mais de um bilhão assim. Este artigo não é acusação — é convite. A Missa não é espetáculo; a confissão não exige perfeição; o Pai do filho pródigo «vê ainda de longe» e corre ao encontro. O caminho de volta começa com honestidade.
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O novo ateísmo: Dawkins, Hitchens, Harris — e as respostas que eles não anteciparam
Richard Dawkins afirma que a fé religiosa é vírus mental. Christopher Hitchens diz que a religião envenena tudo. Sam Harris reduz a consciência a neurônios. Os três escreveram bestsellers. Nenhum dos três respondeu às objeções filosóficas mais elementares — e a Igreja Católica tem respostas que eles nunca levaram a sério.
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A Igreja e a ciência: o mito do conflito eterno
Galileu, Darwin, a Inquisição — o mito do conflito entre fé e ciência é o mais resistente da modernidade. E também o mais falso. A Igreja fundou as universidades medievais, desenvolveu o método científico (Roger Bacon, Alberto Magno), concebeu o Big Bang (Lemaître) e a Genética (Mendel). O conflito é invenção whig do século XIX.