Agostinho contra Pelágio: precisamos da graça
A briga com Pelágio não é detalhe de museu. É a pergunta de todo cristão: eu me salvo sozinho ou preciso de Deus por dentro?
1. O erro de Pelágio
Ele minimizava o pecado original e exaltava a vontade humana como se bastasse querer o bem com força.
O resultado: Jesus vira exemplo, não Salvador que transforma o coração.
2. A resposta de Agostinho
«Dá o que mandas e manda o que quiseres». A graça não destrói a liberdade: cura e eleva.
Sem graça preveniente, nem começamos a crer de verdade. Paulo já dizia: «pela graça fostes salvos, mediante a fé» (Ef 2,8).
3. O que a Igreja ensina
Concílios africanos e depois Trento: o homem cooperam, mas a iniciativa é de Deus. O pecado original é real; o Batismo e a graça são necessários.
Nem «tudo é graça sem responsabilidade», nem «tudo é esforço sem graça».
4. Vida espiritual
Ore como quem precisa. Confesse-se. Peça a graça antes de prometer heroísmo.
A humildade de Agostinho — «Senhor, eu sou fraco» — é o caminho dos santos.