Inácio de Antioquia: Eucaristia e Igreja Católica (c. 107)
Inácio de Antioquia escreve a caminho do martírio em Roma. Suas cartas são um instantâneo da Igreja logo após os Apóstolos — e soam surpreendentemente católicas.
1. A Eucaristia é a carne de Cristo
Ele critica quem nega que a Eucaristia seja a carne do Salvador que sofreu por nós. Não há espaço para «só símbolo».
Quem se afasta do altar se afasta da paixão de Cristo.
2. Um bispo, um altar, uma Eucaristia
Inácio insiste: nada sem o bispo. A unidade em torno do pastor legítimo protege a fé e a comunhão.
A estrutura da Igreja local já é clara no início do século II.
3. A palavra «católica»
Pela primeira vez encontramos «Igreja católica» no sentido de Igreja universal e plena, em comunhão.
Catolicidade não é marca registrada moderna: é vocação desde o começo.
4. Martírio e testemunho
Inácio quer ser «trigo de Deus» moído pelos dentes das feras. A doutrina que ele ensina, ele sela com o sangue.
Ler Inácio é ver que Missa, bispo e unidade não são «acréscimos» — são a forma da Igreja apostólica.