Mentiroso, louco ou Senhor? O trilema de Lewis
É confortável dizer: «Jesus foi um ótimo professor de moral, mas não o Filho de Deus». Lewis desmonta esse meio-termo. As pretensões de Jesus não deixam espaço para um mero sábio simpático.
1. O problema do «só mestre»
Um mestre moral humilde não se iguala a Deus, não perdoa pecados em nome próprio nem exige fé absoluta em si.
Se essas falas são invenção tardia, o cristianismo inteiro desaba. Se são históricas, o «bom professor» não basta.
2. As três saídas
Mentiroso: sabia que não era Deus e enganou. Louco: achava que era e não era. Senhor: é quem diz ser.
Lewis (e a Igreja) mostra que o caráter de Jesus, o fruto da Igreja e a ressurreição tornam a terceira saída a única razoável.
3. Não é truque de retórica
O trilema não substitui a história: apoia-se nela. Os Evangelhos são antigos, enraizados em testemunhas e na pregação apostólica.
Quem rejeita a divindade de Cristo precisa explicar o túmulo vazio, a coragem dos mártires e a coerência da mensagem.
4. Decisão pessoal
Não dá para «respeitar Jesus» e ignorar suas pretensões. Ou ajoelha, ou o rejeita.
A fé católica escolhe com Tomé e com Lewis: Ele é o Senhor.