Jesus é Deus: o que os Evangelhos mostram
Muita gente aceita Jesus como mestre moral e recusa que Ele seja Deus. Os Evangelhos não dão essa saída. Eles mostram alguém que fala e age com a autoridade do próprio Deus.
1. Ele faz o que só Deus faz
Jesus perdoa pecados por autoridade própria (Mc 2,5-12). Os escribas entendem o alcance: «quem pode perdoar pecados senão Deus?».
Ele manda no vento e no mar, expulsa demônios com uma palavra e aceita ser adorado (Mt 14,33; Jo 9,38). Profetas apontam para Deus; Jesus recebe o que é de Deus.
2. As palavras que escandalizam
«Antes que Abraão existisse, EU SOU» (Jo 8,58): eco do Nome revelado a Moisés (Êx 3,14). Quiseram apedrejá-lo por blasfêmia — porque entenderam.
«Eu e o Pai somos um» (Jo 10,30). «Quem me vê, vê o Pai» (Jo 14,9). Não é linguagem de mero rabino.
3. João, Paulo e a Igreja
João 1: o Verbo era Deus e se fez carne. Paulo: nEle habita a plenitude da divindade (Cl 2,9); a Ele se dobra todo joelho (Fl 2,6-11).
Niceia (325) não inventou isso: protegeu com a palavra «consubstancial» a fé que já estava na Escritura e na liturgia.
4. E agora?
Se Jesus é Deus, não basta «admirar». É preciso adorar, obedecer e viver na Igreja que Ele fundou.
A resposta de Tomé continua sendo a nossa: «Meu Senhor e meu Deus!» (Jo 20,28).