A Reforma protestante: o que mudou e o que se perdeu
Havia abusos reais no século XVI. A resposta católica foi Trento: reformar a casa sem abandonar a fé. A ruptura protestante escolheu outro caminho — e as consequências ainda nos cercam.
1. O que havia de legítimo
Corrupções, ignorância, escândalos: a Igreja precisava de reforma moral e disciplinar. Santos e concílios já pediam isso.
Denunciar pecado na Igreja não é protestantismo; é profecia católica.
2. Onde a ruptura erra
Sola scriptura: cada um vira juiz final da Bíblia — e nascem mil denominações. Sola fide mal entendida: esvazia a cooperação da caridade e dos sacramentos.
Negar a Missa como sacrifício e a sucessão apostólica corta o fio com a Igreja dos Padres.
3. Trento e a verdadeira reforma
Trento define com clareza justificação, sacramentos, cânon e Missa — e promove seminários, catecismo e santidade do clero.
A Contrarreforma não é só polêmica: é floração de santos.
4. Ecumenismo sem confusão
Rezar pela unidade e tratar o protestante com caridade não significa fingir que as diferenças são cosméticas.
A unidade que Cristo quer é na verdade plena — a fé católica.