Vaticano II: reforma na continuidade, não ruptura
O Vaticano II aconteceu. A pergunta é como lê-lo. Há quem o trate como novo começo absoluto; há quem o rejeite. A Igreja pede outra via: fidelidade na reforma.
1. O que o Concílio quis
Atualizar a linguagem e o impulso missionário (aggiornamento) sem mudar o depósito da fé. Diálogo com o mundo moderno, retorno às fontes (ressourcement).
Documentos sobre liturgia, revelação, Igreja, ecumenismo, liberdade religiosa — todos a serem lidos com o Magistério inteiro.
2. A hermenêutica de Bento XVI
Em 2005 ele opôs a hermenêutica da descontinuidade (ruptura) à da reforma na continuidade.
Onde houve abusos pós-conciliares, o problema não é o Concílio em si, e sim a leitura seletiva e ideológica.
3. Nem «concílio só», nem «concílio zero»
Recusar o Vaticano II como se o Espírito tivesse abandonado a Igreja é erro grave. Transformá-lo em superdogma que anula Trento também.
A fé católica é uma sinfonia: todos os concílios em harmonia.
4. Como viver
Ame a Missa bem celebrada, fiel aos livros litúrgicos. Estude Lumen Gentium e Dei Verbum com o Catecismo.
Permaneça com Pedro. A barca balança; não se pula dela.